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O que é e por que constituir uma securitizadora?


04/02/2019 | 1 Comentários | por Decisão

Você sabe o que é uma securitizadora? A securitização remonta à ideia de criar e comercializar valores mobiliários. De fato, essa é a origem do processo, mas ele vem evoluindo com o tempo junto com o mercado de capitais.

Securitização é o procedimento pelo qual um emissor projeta um instrumento financeiro por meio da fusão de vários ativos financeiros e depois comercializa os instrumentos para investidores. Mas, por que esse processo é interessante para o mercado?

Continue lendo este artigo e entenda melhor como uma securitizadora funciona e o que você pode fazer para abrir uma!

Como funciona o processo de securitização?

Antes de falar sobre como instituir uma securitizadora, é preciso entender como esse mercado surgiu. A securitização era muito comum com títulos de hipoteca — a securitizadora compunha as hipotecas em um grande pool, dividindo este em partes menores com base no risco inerente de inadimplência de cada uma, e depois vendia essas peças menores aos investidores.

Com um título lastreado em hipotecas, os investidores individuais podem comprar partes de uma hipoteca como um tipo de título. Contudo, a securitização vai além do mercado de hipotecas. Ela pode envolver o agrupamento de dívidas contratuais, como empréstimos para automóveis e obrigações de dívida de cartão de crédito, ou quaisquer ativos que gerem recebíveis. 

Basicamente, o processo de securitização cria liquidez para empresas ao permitir que investidores menores comprem seus recebíveis como títulos mobiliários.

Ou seja, a securitizadora faz o agrupamento das dívidas contratuais e depois vende os direitos creditórios dessas aos investidores. Esse processo pode abranger qualquer tipo de ativo financeiro e promove liquidez no mercado. 

Em suma, ocorre da seguinte maneira:

  1. A empresa detentora dos empréstimos, também conhecida como o originador, reúne os dados sobre os ativos que gostaria de remover de seus balanços patrimoniais associados;
  2. Esses ativos são então agrupados por fatores, como o tempo restante de um empréstimo, o nível de risco, o valor do principal restante e outros;
  3. Este grupo reunido de ativos, agora considerado uma carteira de referência, é então vendido a um emissor;
  4. O emissor cria títulos negociáveis ​​que representam uma participação nos ativos associados à carteira, vendendo-os a investidores interessados ​​com uma taxa de retorno.

Quais os benefícios da securitização para as empresas?

A securitização fornece aos credores (empresas) um mecanismo para reduzir seu risco associado por meio da divisão da propriedade das obrigações de dívida. Os investidores efetivamente assumem a posição de credor ao comprar os títulos, o que permite que o credor crie capital de giro e transfira os riscos do seu balanço.

Os investidores ganham uma taxa de retorno com base nos pagamentos de capital e juros associados que estão sendo feitos pelos devedores incluídos em suas obrigações. Ao contrário de alguns outros veículos de investimento, estes são apoiados por bens tangíveis.

Se um devedor cessar os pagamentos de seu ativo, ele poderá ser confiscado e liquidado para compensar aqueles que detêm participação na dívida.  Como outros investimentos, quanto maior o risco, maior a taxa potencial de retorno. 

Mas e no Brasil, a securitização tem espaço?

A securitização começou a aparecer no Brasil ainda na década de 90, quando as primeiras operações foram realizadas por empresas brasileiras no mercado internacional. A Embratel, na época, "securitizou" o seu fluxo futuro de crédito com a americana AT&T.

A extinta Varig também fez o mesmo com os créditos futuros que receberia das vendas de passagens aéreas pagas com cartões de crédito. Contudo, de lá para cá, novas securitizadoras foram abertas em solo nacional, na medida que esse tipo de operação continuou a ser uma importante fonte de financiamento para empresas brasileiras. 

Recentemente, foram criadas duas legislações específicas da área, para dois novos tipos de entidades emissoras: as Companhias de serviço Securitizadoras de crédito e os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fundos de Recebíveis). 

Afinal, por que abrir uma securitizadora?

Vale destacar que a pergunta "por que abrir uma securitizadora?" é interessante. Afinal, os bancos também podem antecipar recebíveis, mas possuem um processo diferente

Ainda que não comprem as dívidas, bancos trocam os títulos mas têm o direito de devolver aqueles que não forem pagos e receber tudo que foi antecipado com juros caso não recebam o valor integral no prazo definido.

Além disso, na antecipação de recebíveis, incidem encargos como IOF e algumas taxas relacionadas à operação. Como o spread bancário costuma ser alto, a empresa pode perder muito na negociação.

Já as securitizadoras podem realmente cobrar taxas de mercado mais acessíveis, visto que não possuem tantos gastos com infraestrutura e manutenção. Algumas podem até operar 100% pela internet.

Além disso, como estão no mercado de investimentos, seu crescimento tende a acompanhá-lo e crescer no mesmo ritmo que o mercado cresce. As securitizadoras ainda podem diversificar seus serviços, o que é vantajoso para elas e para seus clientes.

Para efeitos legais, a securitizadora é normalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e não pelo Banco Central, como outras instituições financeiras. Sendo assim, ela pode usar de mais flexibilidade na hora de cobrar por seus serviços de securitização, o que atrai mais clientes para seus serviços, pois ela:

  • não aumenta o índice de endividamento no balanço;
  • goza de mais divulgação no mercado de capitais;
  • usufrui de um spread de juros favorável;
  • paga baixos custos pela operação.

Sem dúvidas, ainda há muito espaço para a securitização crescer no país, especialmente com o uso de um sistema especializado na gestão dessas empresas. E você, pronto para abrir a sua? O que achou do nosso post? Comente abaixo e compartilhe suas dúvidas e sugestões conosco!

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